Deficiência de áreas de armazenagem no agronegócio

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB (http://www.conab.gov.br), a safra brasileira de grãos 2018/19 foi de 234,1 milhões de toneladas, com destaques para a soja, cuja produção atingiu 115,3 milhões de toneladas e para o milho, com 91,7 milhões de toneladas. Mas o desempenho da produção não se repete na capacidade de armazenagem.

 

A recomendação da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) é que a capacidade estática de armazenagem de grãos seja de 1,2 vezes o total da produção agrícola anual. Porém, o Brasil só consegue armazenar 166 milhões de toneladas, gerando um déficit de 68 milhões de toneladas, que ficam a céu aberto ou precisa sair diretamente da lavoura para o seu destino.

 

Devido à falta de armazenagem no campo, todos os produtores querem levar seus produtos para os portos ao mesmo tempo, congestionando rodovias e ferrovias.  Isto aumenta a demanda por serviços de transporte, e consequentemente, o valor dos fretes. Por conta disso, alguns produtores localizados longe de silos atrasam a colheita, com perda de qualidade do produto e, consequentemente, reduzindo o seu valor de venda. No caso da soja, o ideal é que o grão seja colhido com umidade entre 15% e 18%, sendo necessário secar e armazenar na propriedade. Quando a colheita é retardada, o grão é colhido mais seco, ocasionando uma perda estimada em 5% do peso.

 

A CONAB possui 92 unidades armazenadoras no país, sendo necessário o uso de armazéns de terceiros. Entretanto, é sabido que muitos desses armazéns estão sucateados, precisando de reformas urgentes. Devido a esta deficiência crônica de espaço para armazenagem de grãos, o problema vem se arrastando há mais de 30 anos, estimando-se que atualmente cerca de R$ 20 bilhões são perdidos por ano. Ou seja, o aumento da capacidade de armazenagem geraria como consequência imediata a redução do custo logístico relacionado ao agronegócio, melhorando a competitividade de sua cadeia produtiva.

 

Olhando por outro ponto de vista, podemos concluir que esta demanda reprimida é uma janela de oportunidades para operadores logísticos investirem no mercado de armazenamento de grãos em locais próximos das zonas produtoras.

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