Transporte Rodoviário x Roubo de Cargas

Segundo pesquisas recentes, em uma lista de 57 países, o Brasil é o oitavo mais perigoso para o transporte de cargas, com nível de risco semelhante aos da Somália e do Sudão do Sul. Em um levantamento feito durante 44 dias, o número total de roubos de cargas ocorridos no Brasil superou o total registrado nos Estados Unidos e na Europa juntos durante um ano inteiro.


O Estado do Rio de Janeiro é o campeão. Em média, são praticados 27 roubos de carga por dia somente no Estado do Rio de Janeiro. E esses números não param de aumentar. Apenas na Rua Herculano Pinheiro, situada no bairro da Pavuna, município do Rio de Janeiro, os roubos de carga totalizam 1% do total registrado em todo o país.

 

As transportadoras rodoviárias registram elevados prejuízos. Além de custos adicionais com gerenciamento de risco, as seguradoras não querem vender apólices de seguro-carga para produtos transportados via rodoviária. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro - FIRJAN, os custos extras incidentes sobre os produtos para compensar as despesas decorrentes com o roubo de cargas variam de 12% a 30%. Ou seja, o consumidor paga a conta.


Constata-se que no Brasil o roubo de cargas vem se institucionalizando como um “problema inerente ao transporte rodoviário”. Em contrapartida, qualquer país medianamente desenvolvido trata o roubo de carga como um problema de segurança pública. Esta inversão de valores é mais uma demonstração da ausência de segurança pública no Rio de Janeiro.

 

Como se isso não bastasse, a prestação de serviço do transporte rodoviário de carga é taxada pelo ISS (Imposto sobre Serviços) e também pelo ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). Cabe registrar que a alíquota do ICMS no Rio de Janeiro é de 20%, o mais caro do país. Devido à perversa combinação da elevada tributação com os roubos de cargas, algumas transportadoras rodoviárias de grande porte tem demonstrado a intenção de fechar as suas filiais cariocas e deixar de atuar neste Estado.

 

Seria extremamente salutar que a receita advinda dessa bitributação fosse efetivamente aplicada para melhorar a infraestrutura das nossas rodovias, que segundo pesquisa realizada pela CNT é um verdadeiro circo de horrores (http://pesquisarodovias.cnt.org.br).

 

Apesar de tudo isso, as associações comerciais e industriais querem que os profissionais de Logística façam projetos para reduzir o custo do transporte rodoviário.

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